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Nokia pode voltar ao mercado com dispositivos Android

Ok, é um fato que a Nokia dormiu no ponto e perdeu o bonde da evolução: enquanto o iOS e o Android evoluíam a passos largos ela, acredita-se hoje devido a um complexo plano de depreciação de sua linha (é bem provável que Stephen Elop tenha sido contratado como CEO de comum acordo entre Redmond e os acionistas da empresa finlandesa, com a missão de facilitar a compra do setor mobile por seu antigo lar) foi ficando para trás, até chegarmos ao cenário onde ela efetivamente deixou de existir.

É por isso que dado o histórico, custo a acreditar que a Nokia esteja disposta a realmente voltar para o mercado mobile com novos dispositivos, desta vez rodando Android. Mas tudo leva a crer que eu sou o errado nessa história.

No último encontro com investidores realizado no dia 23/10, onde apresentou seus números no terceiro trimestre a Nokia esclareceu alguns pontos sobre sua propriedade mais valiosa no momento e que da qual não pode usufruir: seu nome. Devido ao acordo de negociação da divisão mobile, a Microsoft tem direitos sobre a marca por dez anos, embora não vá mais utilizá-la. O comentário oficial da companhia finlandesa foi o seguinte:

A marca Nokia é extremamente importante de uma perspectiva de reconhecimento na área de telefonia móvel e dispositivos mobile. E nós não podemos usá-la no momento.
O fato é que a Nokia continua flertando com mobile, especificamente Android. Enquanto o HERE Maps ensaia seu retorno ao iOS, ele vai muito bem no sistema do robozinho assim como o Z Launcher, embora negue, está ficando evidente que os finlandeses querem voltar ao mercado de smartphones. O mais recente rumor vem de um site tech da China: a equipe responsável pelo N9, o smartphone que era excelente exceto pelo fato de rodar MeeGo, um SO que nasceu praticamente morto estaria desenvolvendo um novo device que rodaria Android. O grande problema é a marca: embora não venha mais a usar o nome, dificilmente a Microsoft venha a abrir mão da marca Nokia. A fonte cita inclusive que a Compal Electronics e a Foxconn seriam encarregadas de produzir o aparelho,

A questão não é nem a impossibilidade de utilizar a marca Nokia, isso pode ser contornado com alguns milhões na manga. O que me causa estranhamento é que depois de ter executado um plano para vender a divisão mobile para a Microsoft que levou quatro anos para ser concluído, ela esteja disposta a começar de novo, embora ela saiba que sua marca é sinônimo de aparelhos móveis de qualidade, e ao não utilizá-la Redmond estaria abrindo caminho para a Nokia retornar a aliar seu nome com sua excelência reconhecida em cometer hardwares excepcionais.

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